sábado, 19 de setembro de 2026

Sunset na Casa do Guarda

  


Há fins de tarde que passam.
E há fins de tarde que ficam na memória. 🌅
No dia 26 de setembro, entre as 17h00 e as 22h00, a Casa do Guarda recebe o Sunset na Casa do Guarda, junto ao Parque de Merendas de Ota, uma tarde de música, convívio e solidariedade, num dos lugares mais especiais da nossa Serra de Ota.
🎧 DJ TIM
🌄 Pôr do sol na Serra
🍹 Bar e convívio
-> ENTRADAS LIVRES
❤️ Um evento solidário a reverter para o projeto Guarda à Casa!
Mais do que um evento, queremos criar um momento diferente: juntar pessoas, dar vida à Casa do Guarda e ajudar a construir o futuro deste lugar que é de todos nós.
📍 Casa do Guarda - Ota
📅 26 de setembro
🕔 17h00 - 22h00
Traga os amigos. Venha cedo. Fique para o pôr do sol.
Porque boas pessoas, bons momentos e grandes causas combinam ainda melhor ao fim da tarde. 🌅❤️
Sunset na Casa do Guarda.
Mais que um evento, um futuro para a nossa história.

C.S.R.D. Ota - Há revista p´ra si!

  


Compra já o teu bilhete no Bar e garante o teu lugar!




terça-feira, 15 de setembro de 2026

Quercus dá parecer desfavorável à central de biometano das Marés

15/09/26

A Quercus emitiu, esta terça-feira, dia 15 de setembro, parecer desfavorável à construção da Unidade de Produção de Biometano de Abrigada, prevista para a Quinta das Marés. O parecer foi solicitado pela União de Freguesias de Abrigada e Cabanas de Torres, que tem contestado a localização do projeto.

A associação ambientalista junta-se assim à oposição manifestada pela autarquia e pela população, apontando “fragilidades ambientais significativas” ao nível dos recursos hídricos, solos, emissões, odores e impactos sobre as populações.

A unidade prevê o processamento de cerca de 230 toneladas de resíduos e subprodutos agropecuários e agroindustriais por dia, mais de 84 mil toneladas por ano.

Entre as principais preocupações da Quercus está o consumo previsto de 20.091 metros cúbicos de água por ano da rede pública, bem como a afetação de linhas de água. A associação defende que o projeto seja reformulado e que sejam privilegiadas fontes alternativas de água não potável.

Outro dos alertas prende-se com as cerca de 87 mil toneladas anuais de digerido previstas para valorização agrícola. A Quercus considera necessária uma maior fiscalização da aplicação deste material, de forma a evitar riscos de contaminação dos solos e das águas subterrâneas.

Também os odores, emissões atmosféricas e tráfego pesado são apontados como motivos de preocupação. A associação defende a instalação de sensores para monitorizar em permanência sulfureto de hidrogénio, amónia e compostos orgânicos voláteis, com dados disponibilizados publicamente.

A Quercus considera ainda necessário um estudo sobre o impacto do tráfego e a definição de rotas para os veículos pesados que evitem os aglomerados populacionais.

Face às preocupações identificadas, a associação ambientalista conclui que o projeto “não reúne, nos termos atualmente apresentados, condições para obter parecer ambiental favorável”.

O parecer surge no último dia de uma das duas consultas públicas da unidade de biometano de Abrigada.


Cerca de 150 pessoas manifestam-se nas Marés contra central de biometano

15.09.26

Uma centena de pessoas manifestou-se nesta segunda-feira contra a localização no concelho de Alenquer, distrito de Lisboa, de uma unidade de transformação de efluentes agropecuários em gás natural e biofertilizante agrícola, cujo projeto está em consulta pública.

Concentrados nas Marés, uma das localidades mais próximas da futura unidade, os manifestantes instalaram faixas a dizer “não decidam por nós/Biometano não/ A nossa saúde não é negociável” e “Biometano aqui não”.

A população das freguesias de Abrigada e Ota está contra a localização da unidade pela proximidade às habitações, dado o risco de explosão e de contaminação dos solos e das águas.

Entre a população, está a circular um abaixo-assinado, já subscrito por 900 pessoas, e na Internet existe uma petição, com 1.400 subscritores, contra a instalação da central de biometano.

Entretanto, o Movimento de Cidadãos de Abrigada, Marés e Ota, que liderou o protesto, anunciou que entregou à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um requerimento para a prorrogação por mais 60 dias da consulta pública do projeto, que começou em 18 de agosto e termina na terça-feira, por considerar “insuficientes os prazos disponíveis para analisar” o processo.

          Nova central de biometano de 20,5 milhões prevista para Alenquer

Também os presidentes da Câmara Municipal de Alenquer, João Nicolau, e das duas freguesias juntaram-se aos manifestantes em solidariedade.

No âmbito da consulta pública, o município deu parecer desfavorável considerando que “não estão demonstradas evidências sobre as questões levantadas relativamente à garantia da não produção de odores e existem preocupações em matéria de acessibilidades, segurança e desempenho da rede viária, em particular da EN1/IC2”, segundo uma nota publicada nas redes sociais.

Em relação à localização do projeto nas Marés, na freguesia da Abrigada, “o município considera ainda ser necessário aprofundar a análise das alternativas de localização, designadamente quanto à possibilidade de deslocação da área de implantação para outras áreas que permitam um maior afastamento das edificações e habitações existentes, de forma a minimizar potenciais impactes sobre os recetores sensíveis e sobre a envolvente urbana”.

Habitantes das localidades afetadas têm também comparecido nas últimas reuniões de câmara a demonstrar o seu descontentamento e a apelar ao apoio do município, tendo o presidente da Câmara já explicado que em agosto de 2025 o executivo apenas aprovou o Pedido de Informação Prévia, mas não deu ainda autorização à construção do investimento no concelho e partilha das mesmas preocupações da população.

De acordo com o resumo não técnico do projeto, a unidade tem capacidade para tratar 230 toneladas por dia de resíduos, o que corresponde a 84 mil toneladas por ano.

          Mota-Engil Ambiente e Energia garante financiamento de 25 ME para cinco unidades de biometano

Por ano, deverá produzir 1.357 metros cúbicos normais de biogás por hora, que vão permitir uma produção de 700 metros cúbicos de biometano, podendo evitar a emissão de 437 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

Em relação aos riscos do projeto, é referido que “serão tomadas todas as medidas para que a sua gestão cumpra todos os requisitos legais aplicáveis e não constitua risco de contaminação do ambiente”.

O investimento de 20,5 milhões de euros aguarda pelo licenciamento ambiental, devendo obter a Declaração de Impacto Ambiental até meados de 2027, e pela licença de construção pela câmara municipal.

“Gostaríamos de começar a construir o projeto daqui a um ano”, indicou à agência Lusa o diretor-geral da Gás da Terra, Bernardo dos Santos.

A unidade vai criar cerca de sete postos de trabalho diretos e outros 20 indiretos, prevendo-se uma faturação de cerca de seis milhões de euros por ano.

A unidade está prevista para a localidade de Marés, na freguesia da Abrigada e Cabanas de Torres, um local escolhido de forma estratégica dada a ligação direta à Estrada Nacional 1 e à rede nacional de gás.

Relativamente aos impactos a nível do tráfego rodoviário, do ruído e dos maus cheiros, os promotores dizem estar empenhados em mitigá-los com a proximidade entre explorações agrícolas e a infraestrutura e o cumprimento da legislação de odores mais restritiva a nível europeu.

A empresa quer criar uma comissão de acompanhamento e um canal de contacto para receber as preocupações das populações limítrofes.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green